Em junho de 2009, fizemos uma viagem ao Estado de Sergipe e apesar de não ser um destino badalado do nordeste, fomos surpreendidos pelas belezas naturais, pelas tradições culturais, pelo povo hospitaleiro e pelos preços bem razoáveis. Ficamos hospedados no Hotel Aquarius (Muito bom) na praia de Atalaia em Aracaju.
A paisagem natural do estado nos deu a oportunidade de perceber os contrastes existentes na região : agreste, caatingas, belas praias, manguezais, mata atlantica, o Velho Chico e muito mais!
Mas, Sergipe não é apenas beleza natural. O seu povo, com toda a sua simplicidade, procura manter vivas tradições como a arte de tocar sanfona e dançar o forró. Assistimos a um dos maiores festejos de São João do nordeste, o FORRÓCAJU, realizado na capital, durante todo o mes de junho.

Festival de quadrilhas no “Arraiá do Povo” em Aracaju. (Junho/08)
Sergipe nos mostrou, ainda, que tem em suas terras a marca da modernidade: a usina hidrelétrica do Xingó, as barracas de praia bem estrururadas, como a de Parati, a moderna orla da Praia de Atalaia, em Aracaju, com a badalada “Passarela do Caranguejo”,
as mais de vinte plataformas de petróleo, onde o “ouro negro” jorra com abundância, as culturas irrigadas que começam a modificar a paisagem agreste, gerando riquezas e fornecendo alimento sadio ao sertanejo, a ponte “João Alves” construída recentemente, para substituir a centenária travessia de balsa.

Barraca Parati – Praia do Refúgio/Aracaju

Ponte “João Alves” - sobre o Rio Sergipe, ligando a capital ao norte do Estado.
O destaque desta viagem foi o passeio que realizamos ao município de Canindé de São Francisco, distante 203 km de Aracaju. Percorremos uma estrada com uma paisagem agreste de terras áridas, com árvores retorcidas, toscos casebres, açúdes quase secos e muitas histórias do cangaço. Em Canindé está localizada a hidrelétrica de Xingó e foi a criação da sua represa que fez com que o nível do São Francisco subisse o suficiente para encher de água a represa e tornar navegáveis os canions do Velho Chico que tem atraído muitos turistas para a região. Visitamos a hidrelétrica, que é a terceira maior usina do Brasil e o Museu de Arqueologia do Parque do Xingó.

Hidrelétrica do XINGÓ
Embarcamos num grande Catamarã e iniciamos a navegação pelo Rio .

A princípio pensamos que o programa seria ruím. Porém, acabou superando muito as nossas expectativas. A embarcação é confortável, apesar das mais de 150 pessoas que transporta em cada viagem. A paisagem que vimos durante o trajeto é indescritível! Os paredões formados pelas rochas entalhadas pelas mãos da natureza, nos levam a imaginar esculturas de Deuses, aves, castelos, guerreiros, etc..
A embarcação estacionou na Gruta do Talhado para um banho no rio.
Que banho reconfortante!!

Voltamos e saboreamos um delicioso surubim no RESTAURANTE KARRANCA’S às margens do rio.
Do Xingó fomos para a Gruta do Angico local onde, em 1938, Lampião, sua companheira Maria Bonita e seu bando de cangaceiros foram assassinados, vítimas de uma emboscada. Nas histórias contadas sobre Lampião, para uns, ele era o “Demônio” e para a maioria, o “Hobin Hood” do sertão.
GRUTA DO ANGICO
A nossa viagem à Sergipe nos revelou gratas surpresas e, caso você nunca tenha pensado em ir até lá, recomendamos que você inclua este estado no seu roteiro de viagens.